Livros de colorir
Há 2 meses
idéias frouxas, livres, soltas..pensamentos diversos
ninguém sabe o porquê de algumas pessoas, simplesmente deixarem de amar as outras. alguns acham isto injusto, outros acham normal. mas a verdade é que ninguém sabe o que faz com que as pessoas abandonem um sentimento, e passem a cultivá-lo por outro alguém. todo ser humano é realmente muito complicado, e o amor é muito complexo. por este motivo, jamais tentar usar de um, um meio de explicar o fim de outro, pois as coisas simplesmente acontecem, e nem todas possuem uma explicação.-
decisões que são tomadas por impulso, costumam causar arrependimentos. porém, há quem diga que só devemos nos arrepender do que não fizemos. mas há uma coisa, que eu não entendo, e acho que nunca irei compreender. porque na nossa vida, teimamos em repetir histórias ultrapassadas? às vezes, por puro impulso, decidimos que devemos tentar novamente. histórias que já foram vividas, e que terminaram. porque não deixamos as coisas simplesmente percorrerem o seu destino? mesmo sabendo que não vale a pena, vamos lá, e fazemos. será que isso tudo é válido, ou nós que ainda temos que aprender de uma vez por todas, que o passado é lição para refletir, e não repetir? as páginas rasgadas, arrancadas e jogadas fora de um livro, jamais poderão ser reconstituídas.-
num sobressalto, observei-o sem reação.-
- não sei. disse isto desviando o olhar, pois foi a única forma de fugir daquele instante que encontrei. meu coração palpitava frenéticamente, e eu podia sentir o ar começando a falhar em minha respiração.
ele fitou-me por alguns instantes. poderia jurar que em algum momento, ele percebeu meu medo e a mentira que acabara de dizer. eu só desejava que ele não percebesse o quão abalada fiquei com a pergunta.
foram os segundos mais demorados, e os mais rápidos, de minha vida. depois, seguimos lado a lado, sem pronunciarmos nada. foi neste instante que eu percebi, que a minha vontade era ter dito a verdade, e não ter fugido do assunto como uma criança indefesa e medrosa. mas já era tarde, e por causa do meu medo e de minha frieza, escapei indesejavelmente, de um momento que poderia mudar tudo.
tarde demais.
nesse instante, eu começei a perceber o quanto o abraço dele me fazia falta. o seu cheiro, o gosto, e tudo mais que meus sentidos conseguissem captar. a falta daqueles pequenos instantes de valores incalculáveis.-
aah, mas o abraço é o que mais me causa saudade. era como um refúgio para os meus medos, era reconfortante para as minhas angústias. eu me sentia protegida e amada. esse tipo de sensação, são poucas as pessoas que conseguem causar em mim. sentir os batidos do seu coração, tê-lo ali, junto a mim era uma sensação embriagadora. eu não só esquecia do mundo, como também, esquecia de mim. posso dizer que, se não me preocupasse com isso, esqueceria até mesmo de respirar. era a minha vida, ou melhor, as nossas vidas, numa só. nada mais importava, aquele era o momento, o lugar, a pessoa certa e as sensações que eu até hoje guardo na minha memória.
- és capaz de acreditar em mim? - perguntou ele, num tom incrédulo e um tanto quanto agressivo.-
- sim. - respondi sem muita segurança.
neste momento o medo tomou conta de mim. eu queria poder olhar novamente naqueles olhos (aqueles olhos cheios de mistério e ternura) e confiar novamente. isso tudo era muito difícil pra mim. era como lutar contra uma vontade. no caso, meu sentimento falava algo, e minha razão falava outra coisa bem diferente.
e agora? o que eu poderia fazer? como reagir nesta situação? eu sentia os seus olhos penetrando no meu interior, e notando todo o confronto que havia se formado dentro de mim, e não podia fazer nada. eu tinha certeza absoluta que desejava com todas as minhas forças acreditar novamente nele, mas a razão me chamava de volta, e dizia para não me iludir novamente.
mas não adiantava. por mais que eu soubesse dos riscos, eu preferia arriscar, à viver o resto de meus dias sonhando com tudo o que poderia ter acontecido, caso eu não houvesse tentado.
deitei-me na grama naquele entardecer, até que milhares de imagens começaram a formar-se em minha mente. pensamentos vinham me 'ninar', naquele instante de frustração.-
eu ainda podia imaginar aquele rosto, eu podia sentir a suavidade de sua pele tocando delicadamente a minha, eu sentia o calor do seu abraço, eu acompanhava o movimento do seu sangue, correndo entre suas veias. estava tão compenetrada nas lembranças daquele instante, que poderia decifrar seus mais profundos pensamentos.
enfim, quando despertei daquele momento, pude ver que a noite já se fazia presente. ainda deitada, observei a lua, as estrelas, e a magnitude do céu. me senti insignificante diante de sua imensidão. meu pensamento, de repente, saiu da questão que estava e começou a viajar para outros rumos. eis que eu me via fugindo mais uma vez de tudo o que eu sentia. medo, insegurança, eu não sei dizer exatamente. mas sei que estava atordoada e confusa demais com tudo. queria respostas para as mais diversas perguntas, mas não as possuía. não havia ao menos um motivo para desistir de tudo, porém, haviam milhares deles que me faziam persistir. e o maior deles, com certeza, era a minha própria vontade. não há medo, e nem insegurança que possa lutar contra ela.
e dizer que isso tudo não significa nada para mim, é uma mentira! todo e qualquer momento contigo, é o momento mais especial e único. é algo tão mágico e forte, que mesmo longe, te sinto junto à mim. marcas que o tempo não apagará, lembranças que minha memória jamais esquecerá. não há eternidade suficiente pra imensidão do meu sentimento. aqui ou lá, ontem, hoje ou amanhã, não importa. isto é eterno e indestrutível!
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